1 de jul. de 2011

O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS

Reportagens sobre Deficiência Visual.































Ser cego não é nenhum tipo de doença contagiosa e nem algum individuo de outro planeta. Cegos também pensam, sentem, falam, escutam! As vezes podem até ver muito mais além do que os nossos olhos mostram.


Patologias na Acuidade visual, que podem causar perda de visão



Em comparação com as estimativas dos anos de 1990, novos dados baseados na população mundial em 2002 mostram uma redução no número de pessoas cegas, com problemas de visão, e aqueles que são cegos devido aos efeitos das doenças infecciosas, mas existe um aumento do número de pessoas que estão relacionados com a ocultação das condições de vida desde muito tempo. Esta nova informação sublinha a necessidade de alterar a agenda de saúde para incluir a gestão das doenças que estão agora tornando-se predominantes.

Educação de cegos
 Todo o esforço educacional dirigido ao cego visa em última análise sua  integração social. A primeira escola para cegos foi fundada em Paris, em 1784, por Valentin Haüy, que criou uma escrita em relevo, capaz de permitir a leitura pelo tato, sentido altamente desenvolvido nos cegos. Um de seus discípulos, Louis Braille, que perdera a visão aos três anos de idade, aperfeiçoou o sistema, que além das letras passou a contar também com números e notações musicais. Com o impulso dado pelo sistema Braille, surgiram na Europa diversas escolas para cegos, algumas notáveis, como a inglesa St. Dunstan, que dava ênfase aos aspectos psicológicos dos alunos. Seguiu-se a criação, nas escolas públicas, de classes especiais para crianças cegas, a primeira das quais foi fundada nos Estados Unidos em 1900. A Perkins School, de Boston, conseguiu um feito extraordinário com a educação primorosa de Helen Keller, cega, surda e muda aos 19 meses de idade, que conseguiu graduação superior e escreveu diversos livros sobre a educação de deficientes. A partir daí os livros em Braille proliferaram a tal ponto que a National Library for the Blind, em Westminster, Inglaterra, conta com um acervo de milhares de volumes.
A UNESCO participou ativamente do esforço para unificação do sistema Braille e difusão de material didático. Muitas outras escolas para cegos e associações de cegos foram surgindo em todo o mundo. No Brasil, a primeira instituição especializada foi o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, criado em 1854, hoje Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro. A Campanha Nacional de Educação dos Cegos foi, em 1973, substituída pelo Centro Nacional de Educação Especial (CENESP), hoje Secretaria de Educação Especial. Outras instituições brasileiras são a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, o Instituto Padre Chico (São Paulo), o Instituto São Rafael (Belo Horizonte), o Instituto Santa Luzia (Porto Alegre) e o Instituto dos Cegos da Bahia.
As tendências pedagógicas modernas referentes à educação dos cegos prescrevem sua integração no sistema escolar comum, desde o pré-escolar até a universidade, com vistas principalmente a combater a autocomiseração.  Dessa forma, o deficiente visual pode mais facilmente buscar sua integração na sociedade e sentir-se um cidadão útil, e não um encargo. Além de cegos graduados em diversos cursos superiores - advocacia, medicina, pedagogia - existem hoje muitos cegos que são técnicos de excelente desempenho em atividades que requerem maior sensibilidade tátil, como a revisão de peças especiais. Há ainda cegos engajados na vida artística, sobretudo instrumentistas e cantores.

Por representar a perda de um dos sentidos mais úteis no relacionamento do homem com o mundo, a cegueira é considerada uma deficiência grave, que pode ser amenizada por tratamento médico e reeducação.
Privação congênita ou perda, parcial ou total, transitória ou permanente da visão, a cegueira pode decorrer de lesão no próprio olho, nas vias ópticas ou nos centros nervosos superiores, com causas diversas, desde traumas oculares até doenças congênitas. Em termos gerais, a cegueira pode ser proveniente de quatro causas: doenças infecciosas (tracoma, sífilis); doenças sistêmicas (diabetes, arteriosclerose, nefrite, moléstias do sistema nervoso central, deficiências nutricionais graves); traumas oculares (pancadas, ação de ácidos); e causas congênitas e outras (catarata senil, glaucoma, miopia maligna). Em qualquer processo patológico, a visão das cores é a primeira sensação visual a ser comprometida e a última a ser recuperada.

                                                             Causas
As principais causas da cegueira e das outras deficiências visuais têm se relacionado a amplas categorias:
·       Doenças infecciosas;
·       Acidentes;
·       Ferimentos;
·       Envenenamentos;
·       Tumores;
·       Doenças gerais e influências pré-natais e hereditariedade.
                                                                Definição
O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ ou cirúrgico e uso de óculos convencionais.
A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira).
Segundo a OMS (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/ 18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ ou execução de uma tarefa.
Os estudos desenvolvidos por BARRAGA (1976), distinguem 3 tipos de deficiência visual:
CEGOS: têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão.
Portadores de VISÃO PARCIAL: têm limitações da visão à distância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância.
Portadores de VISÃO REDUZIDA: são considerados com visão indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes.